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Feira vai discutir agricultura familiar no Centro-Oeste

Evento será realizado dos dias 09 a 11 de maio na UEG em São Luís dos Montes Belos

Por Ildeu Iussef

Foto: Rauane Rocha

70% dos alimentos que chegam às mesas é oriundo da Agricultura Familiar

A Agro Centro-Oeste Familiar, tradicional feira de exposições da agricultura familiar do Centro-Oeste, vai acontecer nas dependências da Universidade Estadual de Goiás - Campus São Luís de Montes Belos, durante três dias (09 a 11 de maio de 2018), sendo sua organização de responsabilidade da própria UEG. O evento está em sua 16ª edição e, desde o ano de 2014, alterna uma edição em Goiânia e outra no interior de Goiás.

 

De acordo com o professor Gabriel Medina, da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, a feira é realizada por meio de uma parceria que envolve mais de 20 entidades – dentre elas a UFG, os Institutos Federais, a Emater, a Conab, a Embrapa e outros – e na avaliação destes parceiros é importante promover a interiorização da discussão acerca da Agricultura Familiar a fim de garantir maior envolvimento de outros atores, públicos ou privados, nesta discussão.

Maior Feira do País

De acordo com Medina, a exposição já é o maior evento da Agricultura Familiar no País, uma vez que o Governo Federal não está mais realizando a Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra) e a importância do evento está em dar visibilidade a este segmento do agronegócio, que possui uma relevância fundamental na alimentação e na economia nacional.

 

Conforme dados da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro é oriundo das produções dos agricultores familiares, que absorvem 40% da população economicamente ativa e empregam 74% das pessoas ocupadas no campo.

 Foto: Rauane Rocha

A maior feira de agricultura familiar do país é a Agro Centro-Oeste Familiar

Participação estudantil

A participação de alunos no evento “permite um contato mais próximo com a realidade dos agricultores familiares e o ganho de aprendizado, por meio das palestras que são voltadas à capacitação dos mesmos”, afirmou Gisele Delfino, estudante de Agronomia da UFG e membro do Grupo de Estudos e Assessoria à Fruticultura (GEAF). De acordo com a estudante, os produtores contam com pouco incentivo e o acesso deles às politicas públicas de desenvolvimento e melhoria é dificultoso, por não possuírem um acesso facilitado à assessoria técnica.

 

Conforme a discente, os estudantes de Agronomia poderiam assessorar o pequeno produtor, porém isso não ocorre, por falta de apoio da Instituição, que não cobre o seguro para os alunos percorrem longas distâncias.

                                                                                                                   

Dessa forma, eles ficam circunscritos somente ao atendimento de demandas surgidas na Região Metropolitana de Goiânia em pequenas chácaras e sítios, deixando na mão a maioria dos expositores da Feira que são do Interior de Goiás.

 

A visão do Produtor

Marcos Paulo, produtor de jabuticaba e tangerina no município goiano de Hidrolândia, participante do Agro Centro-Oeste Familiar em 2017, disse que a feira, para ele, foi proveitosa: “Consegui aplicar em meu negócio alguns conhecimentos adquiridos nas palestras e, de uma maneira geral foi muito bom para o meu negócio”, disse o produtor.

 

O produtor afirmou que “é necessário que as tecnologias consigam chegar ao campo, pois o valor cobrado pelos equipamentos e insumos ainda não é compatível com a renda de muitos”.

Ele completa: “acho que seria necessário que as empresas presentes no evento, dessem mais oportunidades de investimentos e preços melhores para nós”.

 

Para Marcos Paulo, no quesito tecnologia, os organizadores do Agro Centro-Oeste precisam repensar este ponto, uma vez que os equipamentos  tecnológicos não condizem com a realidade de muitos pequenos produtores.

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